segunda-feira, 15 de setembro de 2014

CHEGA DE INCOMPETÊNCIA!

                              Diante de 105 abnegadas testemunhas, o Villa Nova encerrou sua participação como mandante no Campeonato Brasileiro da Série D de 2014. O resultado foi o de sempre: derrota para um adversário fraquíssimo. O algoz da vez foi a Anapolina-GO, tão ruim quanto o Estrela do Norte-ES e o Itaporã-MS. No Grupo A5, somente o Brasiliense-DF consegue ser menos medíocre, graças ao dinheiro farto do ex-senador Luiz Estevão.
                            Se confirmada a perda de 14 pontos na Justiça Desportiva, castigo justo pela escalação irregular de Tiago Azulão, o Leão do Bonfim terá ratificada a condição de lanterna geral entre os 101 clubes que disputam as quatro divisões do Campeonato Brasileiro. Mais um vexame histórico patrocinado por aqueles energúmenos que não sabem respeitar a tradicionalíssima camisa alvirrubra.
                            Do presidente novo, Aécio Prates de Araújo, espera-se pela apuração rigorosa dos fatos que levaram o Villa a ser objeto de escárnio no mundo do futebol. Até agora nada se fez para punir o imbecil responsável pela contratação e escalação de Tiago Azulão. A impunidade alimenta a incompetência e esta nutre, com a seiva da destruição, o declínio de uma instituição centenária como o Leão.
                            No ano passado, na penúltima rodada da Série D, em que o Villa perdeu para o Juventude, em Caxias do Sul, aconteceu um fato bizarro. O árbitro expulsou o zagueiro Maílson, que saiu de campo normalmente. Na súmula, porém, foi lançado, erroneamente, o nome do outro zagueiro, Thiago Campos. Como ninguém se deu conta no momento em que a papeleta foi entregue no vestiário, o clube optou por não escalar nenhum dos dois atletas na próxima partida. Tal como agora, o time nova-limense já estava eliminado e a burrice de quem deveria conferir a documentação apresentada pelo árbitro, e não o fez, não teve maiores consequências.
                            Fica, porém, um aviso e um presságio para o futuro próximo. Se o clube não passar por um choque de gestão poderá ocorrer outras manotas administrativas desse mesmo quilate em momentos que podem ser decisivos. Já pensaram a perda de pontos no Campeonato Mineiro, que é curto e não permite reação?
                            Amigo não é aquele que atira rosas, mas sim o que retira os espinhos. Vamos colocar a tranca na porta antes que seja tarde demais. E à entrada do Castor Cifuentes devem ser construídos também vários mata-burros...


SUPERCAMPEÃO MINEIRO EM 1951, O VILLA CHEGA AO FUNDO DO POÇO EM 2014: LANTERNA DO BRASILEIRÃO ENTRE 101 PARTICIPANTES


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